Mitocôndrias e bactérias podem ter
passado comum
As
mitocôndrias e as bactérias marinhas SAR11 podem ter tido um ancestral comum.
Esta é a conclusão a que chegaram investigadores americanos, os quais
encontraram fortes indícios da relação entre as mitocôndrias e as bactérias, o
grupo de microrganismos mais abundante na Terra. Trata-se de uma descoberta
muito importante a qual permitirá compreender como é que os organismos mais
simples evoluíram para outros mais complexos.
Os
investigadores das universidades de Oregon e do Havaí compararam os genomas
mitocondriais de diversos subgrupos de eucariontes - seres vivos com núcleo
individualizado separado do citoplasma por uma membrana - e genomas de cadeias
isoladas de bactérias SAR11 e, com a ajuda de programas de computadores,
fizeram uma análise filogenética e completa de ambos os códigos genéticos.
A equipa
acredita que há biliões de anos algumas bactérias perderem a capacidade para
realizar a fotossíntese, conservando, porém, a sua cadeia respiratória.
Englobadas por outra célula, poderiam fornecer energia e receber nutrientes, o
que desencadeou um processo que resultou no que hoje se designa por
mitocôndrias.
O
aparecimento das mitocôndrias, presentes em organismos eucariontes e
responsáveis por abastecer as células com energia, foi determinante para a vida
complexa, pois foi a partir da organização do núcleo e das mitocôndrias que os
organismos puderam começar a acumular genes.
Adaptado de www.cienciahoje.pt
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